Administrar a gigante São Paulo indubitavelmente não é tarefa das mais fáceis. Mas é viável torná-la melhor e mais bonita, desde que os interesses da cidade prevaleçam em detrimento dos interesses políticos. A começar pela escolha dos subprefeitos. A descentralização eficiente pode ser de grande valia para o sucesso de uma administração.
O cargo de subprefeito deve ser exercido por pessoas dotadas de profundo conhecimento sobre os problemas da região que será administrada. Cada subprefeitura deve apresentar um consistente projeto de revitalização dos bairros, de maneira a torná-los mais agradáveis para quem vive e também para quem visita.
O transporte público é outro ponto de crucial importância. O metrô paulistano que de acordo com a Comunidade de Metrôs (CoMET) é o mais superlotado do mundo tem que estar na pauta prioritária do novo prefeito. A expectativa de 80 quilômetros de malha metroviária até 2010 está muito aquém da necessidade do paulistano. São Paulo tem a menor rede quando comparada com as 11 maiores do mundo.
Quando o assunto é ciclovia, então, São Paulo infelizmente quase nem aparece no mapa. São apenas 4,5 quilômetros de ciclovias. Para se ter uma idéia, Paris conta com mais de 400 quilômetros, permitindo que mais de 160 mil pessoas usem a bicicleta como meio de transporte, poluindo menos e minimizando os transtornos com o trânsito. Por falar em Paris, o novo prefeito poderia copiar o modelo parisiense. Quase 20 mil bicicletas foram colocadas à disposição da população em mais de mil bicicletários instalados em pontos estratégicos da cidade, normalmente próximos de alguma estação do metrô. A locação da bike feita mediante cartão de crédito sai mais em conta que o metrô ou ônibus. Há quem opte pela assinatura anual do serviço ainda mais econômica. A locação de bikes implementada em Barcelona também é um sucesso. Não por acaso. Além da economia, o cidadão ao optar pela bicicleta também passa a levar uma vida mais saudável. Pense nisso, futuro prefeito!